Estamos próximos de uma revolução em interfaces cérebro-máquina

Inteligência artificial + interfaces cérebro-máquina ajudarão pacientes paraplégicos e tetraplégicos

De acordo com a Fundação Christopher & Dana Reeve, existem 5,4 milhões de pessoas com paralisia nos Estados Unidos. A paralisia é causada por vários fatores, como lesões na medula espinhal (ocasionadas por colisões ou acidentes de carro), derrame ou doenças como esclerose múltipla e ELA. Indivíduos que sofrem de paralisia perdem a função motora em um ou mais músculos, e também podem ter uma perda de sensibilidade na área afetada.

Um indivíduo paraplégico geralmente fica paralisado da cintura para baixo e um indivíduo tetraplégico, do pescoço para baixo.

Nas últimas décadas, médicos e cientistas desenvolveram diversos tratamentos (como estímulos epidurais ou células-tronco) para a paralisia causada por lesão medular, com resultados promissores; mas ainda estamos longe de encontrar uma cura.

Uma das áreas de pesquisa mais promissoras para o tratamento de paraplégicos e tetraplégicos é a IMC (interfaces cérebro-máquina), em que os pensamentos do paciente paralisado são lidos por sensores e enviados a um computador. Este computador, então, faz interface com outros chips dentro ou fora do corpo do paciente.

Na semana passada, a Universidade John Hopkins mostrou um vídeo de um paciente movendo braços robóticos através de uma IMC. A universidade afirmou que é a primeira vez em que um paciente tetraplégico usa seus pensamentos para mover dois braços robóticos ao mesmo tempo, e com uma coordenação motora extremamente precisa. O vídeo abaixo mostra o progresso da tecnologia.

Por que esta tecnologia é importante?

Com o advento da inteligência artificial e dos chips de computador miniaturizados, em breve seremos capazes de implantar chips fora (ou dentro) de nosso cérebro para que um computador possa ouvir neurônios individuais disparando e, assim, entender sua linguagem secreta.

Ao decodificar os sinais enviados do cérebro para nossos membros e corpo, os cientistas poderão, em breve, contornar a medula espinhal danificada e, de uma só vez, curar a paralisia e dar uma melhor qualidade de vida para milhões de paraplégicos e tetraplégicos em todo o mundo. As evidências indicam que a paralisia causada por lesões na medula espinhal poderá ser curada até o final da próxima década.

Como já dissemos várias vezes neste espaço, a inteligência artificial e os chips de computador tornar-se-ão o principal motor para o progresso em áreas complexas como a medicina ou a biologia. De agora em diante, entender e saber programar será um dos maiores diferenciais para estudantes entrando no mercado de trabalho, em quaisquer profissões.